Ainda sobre Libra

Ainda sobre Libra

POR GEORGE VIDOR
Coluna veiculada na edição de 22/10/2013 no vespertino digital O Globo a Mais:
As cinco empresas que compõem o consórcio de Libra já têm meio caminho 
andado para explorar o campo, e isso, possivelmente explica porque 
será possível entrar na fase de desenvolvimento em um prazo 
relativamente curto para a indústria do petróleo. Embora tenham sido 
perfurados apenas dois poços em Libra (sendo um deles revelador da 
potencialidade do reservatório), já se acumulou razoável conhecimento 
sobre a camada do pré-sal na Bacia de Santos. Há semelhanças entre os 
reservatórios descobertos e já devidamente testados. Os chamados 
testes de longa duração nos poços em produção (que têm levado de três 
a seis meses) mostram bem como têm se comportado esses reservatórios. 
Além disso, a indústria aperfeiçoa a cada dia as suas rotinas em 
relação ao pré-sal. As dificuldades de logística, os desafios na 
perfuração dos poços, o uso de materiais mais resistentes e 
apropriados para águas ultraprofundas e distantes da costa, tudo isso 
vem evoluindo muito rapidamente. 
No espaço de quatro anos realmente o consórcio de Libra terá condições 
de antecipar o início da produção e começar a amortizar o volumoso 
investimento. 
Um certo entusiasmo (que não precisa ser eufórico) é justificável no 
caso desse leilão. O consórcio único que se habilitou à explorar e 
produzir em Libra foi realmente o melhor que poderia ter se formado 
entre os candidatos. 
Como um novo leilão no pré-sal só deverá ocorrer dentro de dois ou 
três anos, haverá tempo para se corrigir equívocos cometidos. E quanto 
mais bem-sucedida for a exploração de Libra, mais interesse o pré-sal 
despertará na indústria.

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