Ainda sobre o porto
Ainda sobre o porto
Coluna veiculada em 10/9/2013 no vespertino digital Globo a Mais, dirigida a assinantes que o acessam em tablets:
O ArtRio, uma mostra comercial de arte contemporânea que vem sendo
realizado anualmente nos antigos armazéns que hoje fazem parte do
terminal turístico do porto do Rio, foi mais uma vez um sucesso, e sem
que as obras de revitalização da área estejam perto de serem
concluídas. Somente o interesse das pessoas em conhecer as peças
expostas na mostra já foi suficiente para superar os problemas que
tinham de enfrentar ao chegar e sair de lá. Talvez em 2014, ou no mais
tardar em 2015, tais problemas tenham sido resolvidos, pois as obras
prosseguem em ritmo adequado. O túnel da via expressa que ligará a
Praça XV à avenida Rodrigues Alves tem pouco mais de 10% de seu total
abertos (serão três pistas em cada sentido). Já o túnel da Via Binário
(com duas pistas em apenas um sentido, está com mais de 70% da
galeria abertos.
O mais animador é que de lado de dentro do porto e em terrenos
vizinhos também há muitas obras de modernização e ampliação. O cais
onde estão os terminais de contêiner (Multiterminais e Libra)
aumentará dos atuais 1.258 metros para 1.960, com a obra prevista para
ser concluída em 2015. Simultaneamente o calado em todo o cais será
aprofundado de 12 para 15 metros, o que possibilitará a atracação de
quatro grandes navios porta-contêiner, cada qual com mais de trezentos
metros de comprimento. Poucos portos no Brasil terão tal capacidade.
Os dois terminais poderão movimentar dois milhões de contêiner por
ano.
Junto ao pátio de movimentação de contêiner da Multiterminais está
sendo ampliado o cais para embarque e desembarque de veículos. A
capacidade anual desse terminal exclusivo aumentará em 36%, chegando a
326 mil veículos. Para tal, será também construído ali um edifício
garagem, que em espaço físico será maior que o Terminal Menezes
Cortes, do centro do Rio. Isso foi fundamental para que a Nissan, por
exemplo, decidisse instalar sua fábrica no Estado do Rio, no município
de Resende, onde poderá produzir até 200 mil carros por ano.
O porto do Rio vem ganhando mais movimento desde que a Petrobras
passou a usá-lo para embarcar material destinado às plataformas que
estão explorando o pré-sal. na Bacia de Santos, e também para atender
outras mais distantes, ao sul da bacia de Campos.
Um terminal privado de apoio a companhias de petróleo está surgindo no
Caju, fora do porto público, em terreno vizinho ao estaleiro Inhaúma e
à Sermetal. Esse terminal, que terá capacidade para atender
simultaneamente a seis navios de apoio (atualmente já pode atender a
uma embarcação) foi alugado à Brasco, empresa de logística do grupo
Wilson, Sons, que opera em terminais de Niterói, na Bahia e no
Maranhão.
Todas essas estão ou serão dragadas, o que aumentará a velocidade
circulação das águas nesse trecho da Baía de Guanabara, ajudando a
limpá-las.
Um dos desafios agora do porto será melhorar as vias de acesso aos
terminais propriamente dito. O governo federal está para anunciar um
acordo com a concessionária CCR, da Ponte Rio-Niterói para construção
de alças de acesso direto ao porto e à Linha Vermelha. Pelo andar da
carruagem, essa obra já está meio atrasada.
E não foi anunciada ainda a solução para o portão d e Santo Cristo,
que ficará ao lado da via expressa. Por esse portão, entram e saem
veículos de serviço administrativo. Eles não poderão usar os portões
que hoje servem aos veículos de carga, obviamente, e que ficam mais
para o Caju.
realizado anualmente nos antigos armazéns que hoje fazem parte do
terminal turístico do porto do Rio, foi mais uma vez um sucesso, e sem
que as obras de revitalização da área estejam perto de serem
concluídas. Somente o interesse das pessoas em conhecer as peças
expostas na mostra já foi suficiente para superar os problemas que
tinham de enfrentar ao chegar e sair de lá. Talvez em 2014, ou no mais
tardar em 2015, tais problemas tenham sido resolvidos, pois as obras
prosseguem em ritmo adequado. O túnel da via expressa que ligará a
Praça XV à avenida Rodrigues Alves tem pouco mais de 10% de seu total
abertos (serão três pistas em cada sentido). Já o túnel da Via Binário
(com duas pistas em apenas um sentido, está com mais de 70% da
galeria abertos.
O mais animador é que de lado de dentro do porto e em terrenos
vizinhos também há muitas obras de modernização e ampliação. O cais
onde estão os terminais de contêiner (Multiterminais e Libra)
aumentará dos atuais 1.258 metros para 1.960, com a obra prevista para
ser concluída em 2015. Simultaneamente o calado em todo o cais será
aprofundado de 12 para 15 metros, o que possibilitará a atracação de
quatro grandes navios porta-contêiner, cada qual com mais de trezentos
metros de comprimento. Poucos portos no Brasil terão tal capacidade.
Os dois terminais poderão movimentar dois milhões de contêiner por
ano.
Junto ao pátio de movimentação de contêiner da Multiterminais está
sendo ampliado o cais para embarque e desembarque de veículos. A
capacidade anual desse terminal exclusivo aumentará em 36%, chegando a
326 mil veículos. Para tal, será também construído ali um edifício
garagem, que em espaço físico será maior que o Terminal Menezes
Cortes, do centro do Rio. Isso foi fundamental para que a Nissan, por
exemplo, decidisse instalar sua fábrica no Estado do Rio, no município
de Resende, onde poderá produzir até 200 mil carros por ano.
O porto do Rio vem ganhando mais movimento desde que a Petrobras
passou a usá-lo para embarcar material destinado às plataformas que
estão explorando o pré-sal. na Bacia de Santos, e também para atender
outras mais distantes, ao sul da bacia de Campos.
Um terminal privado de apoio a companhias de petróleo está surgindo no
Caju, fora do porto público, em terreno vizinho ao estaleiro Inhaúma e
à Sermetal. Esse terminal, que terá capacidade para atender
simultaneamente a seis navios de apoio (atualmente já pode atender a
uma embarcação) foi alugado à Brasco, empresa de logística do grupo
Wilson, Sons, que opera em terminais de Niterói, na Bahia e no
Maranhão.
Todas essas estão ou serão dragadas, o que aumentará a velocidade
circulação das águas nesse trecho da Baía de Guanabara, ajudando a
limpá-las.
Um dos desafios agora do porto será melhorar as vias de acesso aos
terminais propriamente dito. O governo federal está para anunciar um
acordo com a concessionária CCR, da Ponte Rio-Niterói para construção
de alças de acesso direto ao porto e à Linha Vermelha. Pelo andar da
carruagem, essa obra já está meio atrasada.
E não foi anunciada ainda a solução para o portão d e Santo Cristo,
que ficará ao lado da via expressa. Por esse portão, entram e saem
veículos de serviço administrativo. Eles não poderão usar os portões
que hoje servem aos veículos de carga, obviamente, e que ficam mais
para o Caju.
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