Cenários econômicos e a Copa
Cenários econômicos e a Copa
Coluna veiculada em 17/6/2014 na revista digital O Globo a Mais, voltada para assinantes que a leem em tablets e smartphones:
Se já seria ou não um impacto positivo da Copa do Mundo (a competição
ainda está na sua fase inicial, mas a tragédia anunciada do "imagina
na Copa", não se consumou, ao menos até agora) é difícil de saber, mas
o placar das previsões sobre a economia brasileira apresentou uma
ligeira melhora nos últimos dias. Não há como escapar de um
crescimento modesto em 2014, porém a inflação poderá dar mesmo uma
trégua. E a balança comercial esboça alguma reação, com as exportações
evoluindo mais favoravelmente que as importações.
O curioso é que começaram a mudar também no mercado financeiro os
prognósticos quanto à tendência das taxas básicas de juros. Havia uma
unanimidade sobre a necessidade nova alta no ano que vem, e agora uma
parcela do mercado do mercado começa a apostar em queda.
A Copa está devolvendo um pouco de felicidade aos brasileiros e isso
acaba influenciando o ambiente de negócios. Na política há menos
desânimo, com a possibilidade de alternância de poder ou, no mínimo,
de eleições mais disputadas que forcem nossos governantes a serem mais
humildes e menos avessos às críticas.
Caso esse sopro de otimismo, ajudado pela Copa, consiga estancar a
sensação de que o mundo vai acabar em 2015, será um alívio
ADAM SMITH
"Entrevistei" o precursor do pensamento econômico há muitos anos para
O Globo, numa "mesa redonda" imaginária, na qual também "participaram"
David Ricardo, Lord Keynes e John Kenneth Galbraith. Não foi uma
entrevista psicografada, mas sim baseada em livros e artigos sobre
esses personagens, com uma certa liberdade poética do jornalista pois
"discutíamos" temas econômicos atuais para aqueles momentos, que não
foram necessariamente abordados na época em que os "entrevistados"
viveram.
Recentemente estive na Escócia e por acaso me deparei com a casa em
que Adam Smith viveu em Edimburgo, de 1778 até sua morte em 1790. Está
sendo restaurada para futura visitação. Fica exatamente na Royal Mile
(na Hight Street, a mais famosa rua da cidade), próximo ao novo
parlamento escocês e ao Palácio de Holyrood. Já há lá uma placa
comemorativa, que aqui reproduzimos.
Foi uma satisfação ter causalmente encontrado esse lugar.
ainda está na sua fase inicial, mas a tragédia anunciada do "imagina
na Copa", não se consumou, ao menos até agora) é difícil de saber, mas
o placar das previsões sobre a economia brasileira apresentou uma
ligeira melhora nos últimos dias. Não há como escapar de um
crescimento modesto em 2014, porém a inflação poderá dar mesmo uma
trégua. E a balança comercial esboça alguma reação, com as exportações
evoluindo mais favoravelmente que as importações.
O curioso é que começaram a mudar também no mercado financeiro os
prognósticos quanto à tendência das taxas básicas de juros. Havia uma
unanimidade sobre a necessidade nova alta no ano que vem, e agora uma
parcela do mercado do mercado começa a apostar em queda.
A Copa está devolvendo um pouco de felicidade aos brasileiros e isso
acaba influenciando o ambiente de negócios. Na política há menos
desânimo, com a possibilidade de alternância de poder ou, no mínimo,
de eleições mais disputadas que forcem nossos governantes a serem mais
humildes e menos avessos às críticas.
Caso esse sopro de otimismo, ajudado pela Copa, consiga estancar a
sensação de que o mundo vai acabar em 2015, será um alívio
ADAM SMITH
"Entrevistei" o precursor do pensamento econômico há muitos anos para
O Globo, numa "mesa redonda" imaginária, na qual também "participaram"
David Ricardo, Lord Keynes e John Kenneth Galbraith. Não foi uma
entrevista psicografada, mas sim baseada em livros e artigos sobre
esses personagens, com uma certa liberdade poética do jornalista pois
"discutíamos" temas econômicos atuais para aqueles momentos, que não
foram necessariamente abordados na época em que os "entrevistados"
viveram.
Recentemente estive na Escócia e por acaso me deparei com a casa em
que Adam Smith viveu em Edimburgo, de 1778 até sua morte em 1790. Está
sendo restaurada para futura visitação. Fica exatamente na Royal Mile
(na Hight Street, a mais famosa rua da cidade), próximo ao novo
parlamento escocês e ao Palácio de Holyrood. Já há lá uma placa
comemorativa, que aqui reproduzimos.
Foi uma satisfação ter causalmente encontrado esse lugar.
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