Cenários econômicos e a Copa

Cenários econômicos e a Copa

POR GEORGE VIDOR
Coluna veiculada em 17/6/2014 na revista digital O Globo a Mais, voltada para assinantes que a leem em tablets e smartphones:
Se já seria ou não um impacto positivo da Copa do Mundo (a competição 
ainda está na sua fase inicial, mas a tragédia anunciada do "imagina 
na Copa", não se consumou, ao menos até agora) é difícil de saber, mas 
o placar das previsões sobre a economia brasileira apresentou uma 
ligeira melhora nos últimos dias. Não há como escapar de um 
crescimento modesto em 2014, porém a inflação poderá dar mesmo uma 
trégua. E a balança comercial esboça alguma reação, com as exportações 
evoluindo mais favoravelmente que as importações. 
O curioso é que começaram a mudar também no mercado financeiro os 
prognósticos quanto à tendência das taxas básicas de juros. Havia uma 
unanimidade sobre a necessidade nova alta no ano que vem, e agora uma 
parcela do mercado do mercado começa a apostar em queda. 
A Copa está devolvendo um pouco de felicidade aos brasileiros e isso 
acaba influenciando o ambiente de negócios. Na política há menos 
desânimo, com a possibilidade de alternância de poder ou, no mínimo, 
de eleições mais disputadas que forcem nossos governantes a serem mais 
humildes e menos avessos às críticas. 
Caso esse sopro de otimismo, ajudado pela Copa, consiga estancar a 
sensação de que o mundo vai acabar em 2015, será um alívio 

ADAM SMITH 
"Entrevistei" o precursor do pensamento econômico há muitos anos para 
O Globo, numa "mesa redonda" imaginária, na qual também "participaram" 
David Ricardo, Lord Keynes e John Kenneth Galbraith. Não foi uma 
entrevista psicografada, mas sim baseada em livros e artigos sobre 
esses personagens, com uma certa liberdade poética do jornalista pois 
"discutíamos" temas econômicos atuais para aqueles momentos, que não 
foram necessariamente abordados na época em que os "entrevistados" 
viveram. 
Recentemente estive na Escócia e por acaso me deparei com a casa em 
que Adam Smith viveu em Edimburgo, de 1778 até sua morte em 1790. Está 
sendo restaurada para futura visitação. Fica exatamente na Royal Mile 
(na Hight Street, a mais famosa rua da cidade), próximo ao novo 
parlamento escocês e ao Palácio de Holyrood. Já há lá uma placa 
comemorativa, que aqui reproduzimos. 
Foi uma satisfação ter causalmente encontrado esse lugar.

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