De volta à labuta (2)

De volta à labuta (2)

POR GEORGE VIDOR
Uma das gratas surpresas na visita à serra gaúcha é o salto qualitativo das nossas vinícolas. O chamado Vale dos Vinhedos, que começa logo na divisa entre os municípios de Garibaldi e Bento Gonçalves, produz hoje vinhos de boa qualidade a preços competitivos. A maior das vinícolas do Vale é a Miolo, mas a minha preferida é a Cave de Pedra, cuja produção, por ser ainda pequena, ainda é pouco difundida nos mercados do Rio e de São Paulo. A Cave de Pedra já tem vários vinhos premiados. A Don Laurindo e a Casa Valduga são duas outras vinícolas que se destacam nessa região. A visita pode ser feita em um dia, mas o mais prudente é passar uma noite por lá (recomendo as pousadas Valduga e a Michelot; no ano que vem estará funcionando uma nova , batizada de spa do vinho), por causa das sucessivas degustações. Os vinhos brasileiros têm baixo teor alcoólico, mas de desgustação em degustação não há quem fique com os reflexos tinindo, em ponto de dirigir. Quem quiser, pode se hospedar em Gramado/Canela e ir para ao Vale dos Vinhedos de van (a agência San Clemente, da Nilva, faz esse trajeto quase que diariamente, com o guia João, que conhece tudo por lá e sabe das coisas). Se for ao Vale dos Vinhedos, não deixe de passar em Carlos Barbosa, onde a Tramontina tem um grande show room com todos os seus produtos, a preços convidativos. Ao lado, há uma loja que vende frios, queijos e embutidos da região (experimente o salame de javali, com baixo colesterol). Quem vai ao Vale dos Vinhedos não pode deixar de almoçar no Fillipo, quase chegando à entrada do vale. O preço é fixo, come-se bem e muito.

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