Expectativa de melhora

Expectativa de melhora

POR GEORGE VIDOR
Coluna veiculada na edição de 29/10/2013 no vespertino digital O Globo a Mais, voltado para assinantes que o leem em Ipad:
Os resultados da Petrobras no terceiro trimestre não foram nada bons. 
Mesmo assim as ações da companhia subiram fortemente no primeiro 
pregão depois que esses números se tornaram conhecidos. O mercado 
enxerga coisas que ninguém vê? A razão desse otimismo certamente não 
está relacionada aos números do trimestre que passou mas sim à 
perspectiva de que devem mudar. Já escrevi aqui que o aumento de 
produção sempre impacta positivamente os números da Petrobras e há 
previsão que as plataformas que estão sendo instaladas representem um 
ponto de inflexão na curva de produção da companhia, que permaneceu 
estagnada, ou até registrou ligeira queda, nos últimos anos. 
Assim, além de alguns investimentos importantes começarem a maturar, 
ficou evidenciado nos dados do terceiro trimestre que a política de 
preços que o governo adotou para a gasolina e o diesel é 
insustentável, sob todos os aspectos. O petróleo hoje é um dos carros 
chefes da indústria brasileira e não é possível viabilizar 
investimentos com uma política de preços que ignore o que acontece no 
mercado em geral. 
A própria Petrobras elaborou uma proposta de política de preços que 
segue certos parâmetros concretos, objetivos. Acredita-se que o 
governo deverá referendá-la, o que é um passo importante pois o Brasil 
de fato precisa de uma política mais transparente e previsível, com 
menos inte4rferência partidária e subjetiva, em relação aos 
combustíveis, que são insumos essenciais e fatores de custos que estão 
entre os que mais pesam no sistema de transportes. 
Olhando pelo espelho retrovisor, as ações da Petrobras deveriam ter 
caído na Bolsa. Porém, o mercado parece ter enxergado agora uma 
perspectiva mais promissora para a empresa. Tomara que esteja certo. 

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