Expectativa de melhora
Expectativa de melhora
Coluna veiculada na edição de 29/10/2013 no vespertino digital O Globo a Mais, voltado para assinantes que o leem em Ipad:
Os resultados da Petrobras no terceiro trimestre não foram nada bons.
Mesmo assim as ações da companhia subiram fortemente no primeiro
pregão depois que esses números se tornaram conhecidos. O mercado
enxerga coisas que ninguém vê? A razão desse otimismo certamente não
está relacionada aos números do trimestre que passou mas sim à
perspectiva de que devem mudar. Já escrevi aqui que o aumento de
produção sempre impacta positivamente os números da Petrobras e há
previsão que as plataformas que estão sendo instaladas representem um
ponto de inflexão na curva de produção da companhia, que permaneceu
estagnada, ou até registrou ligeira queda, nos últimos anos.
Assim, além de alguns investimentos importantes começarem a maturar,
ficou evidenciado nos dados do terceiro trimestre que a política de
preços que o governo adotou para a gasolina e o diesel é
insustentável, sob todos os aspectos. O petróleo hoje é um dos carros
chefes da indústria brasileira e não é possível viabilizar
investimentos com uma política de preços que ignore o que acontece no
mercado em geral.
A própria Petrobras elaborou uma proposta de política de preços que
segue certos parâmetros concretos, objetivos. Acredita-se que o
governo deverá referendá-la, o que é um passo importante pois o Brasil
de fato precisa de uma política mais transparente e previsível, com
menos inte4rferência partidária e subjetiva, em relação aos
combustíveis, que são insumos essenciais e fatores de custos que estão
entre os que mais pesam no sistema de transportes.
Olhando pelo espelho retrovisor, as ações da Petrobras deveriam ter
caído na Bolsa. Porém, o mercado parece ter enxergado agora uma
perspectiva mais promissora para a empresa. Tomara que esteja certo.
Mesmo assim as ações da companhia subiram fortemente no primeiro
pregão depois que esses números se tornaram conhecidos. O mercado
enxerga coisas que ninguém vê? A razão desse otimismo certamente não
está relacionada aos números do trimestre que passou mas sim à
perspectiva de que devem mudar. Já escrevi aqui que o aumento de
produção sempre impacta positivamente os números da Petrobras e há
previsão que as plataformas que estão sendo instaladas representem um
ponto de inflexão na curva de produção da companhia, que permaneceu
estagnada, ou até registrou ligeira queda, nos últimos anos.
Assim, além de alguns investimentos importantes começarem a maturar,
ficou evidenciado nos dados do terceiro trimestre que a política de
preços que o governo adotou para a gasolina e o diesel é
insustentável, sob todos os aspectos. O petróleo hoje é um dos carros
chefes da indústria brasileira e não é possível viabilizar
investimentos com uma política de preços que ignore o que acontece no
mercado em geral.
A própria Petrobras elaborou uma proposta de política de preços que
segue certos parâmetros concretos, objetivos. Acredita-se que o
governo deverá referendá-la, o que é um passo importante pois o Brasil
de fato precisa de uma política mais transparente e previsível, com
menos inte4rferência partidária e subjetiva, em relação aos
combustíveis, que são insumos essenciais e fatores de custos que estão
entre os que mais pesam no sistema de transportes.
Olhando pelo espelho retrovisor, as ações da Petrobras deveriam ter
caído na Bolsa. Porém, o mercado parece ter enxergado agora uma
perspectiva mais promissora para a empresa. Tomara que esteja certo.
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