Gangorra das ações da Petrobras, mera especulação
Gangorra das ações da Petrobras, mera especulação
Coluna veiculada na edição de 19/8/2014 da revista digital vespertina O Globo a Mais, dirigida a assinantes que a leem em tablets e smarthphones:
As ações da Petrobras se desvalorizaram demasiadamente nos últimos
meses e por isso estão em um patamar que facilita os movimentos
especulativos, como os ocorridos desde que foi deflagrada a corrida
para a sucessão presidencial.
A especulação se acentua quando as pesquisas mostram a presidente
Dilma em trajetória de queda, na suposição de que um novo governo
afastará da Petrobras a influência política.
Não há ninguém ingênuo nesse mercado, de modo que tal hipótese é
apenas um pretexto, pois enquanto existir como empresa estatal (e a
possibilidade de privatização da companhia é praticamente zero) a
Petrobras sempre sofrerá interferência de quem estiver no poder, mais
brandas ou mais intensas, dependendo do viés ideológico do partido que
ocupar o Palácio do Planalto..
O outro fator que favorece a especulação é que, mesmo com resultados
ruins e sofríveis, os preços das ações da Petrobras não refletem o
potencial da companhia para aos próximos anos. A dívida é alta, mas do
outro lado há patrimônio valioso. A companhia poderia equacionar essa
dívida com rapidez e acelerar investimentos mais promissores,
especialmente os do pré-sal, se usasse algum desses ativos para
reduzir substancialmente o endividamento.
Reajustes nos preços da gasolina, do diesel e do GLP reforçariam o
fluxo de caixa da Petrobras, mas essa questão da dívida vem pesando
mais.
Por isso, a Petrobras se tornou um prato cheio para os movimentos
especulativos. Coitados dos investidores que apostaram nas ações da
empresa anos atrás e ficam acompanhando, atônitos, essa gangorra na
bolsa
meses e por isso estão em um patamar que facilita os movimentos
especulativos, como os ocorridos desde que foi deflagrada a corrida
para a sucessão presidencial.
A especulação se acentua quando as pesquisas mostram a presidente
Dilma em trajetória de queda, na suposição de que um novo governo
afastará da Petrobras a influência política.
Não há ninguém ingênuo nesse mercado, de modo que tal hipótese é
apenas um pretexto, pois enquanto existir como empresa estatal (e a
possibilidade de privatização da companhia é praticamente zero) a
Petrobras sempre sofrerá interferência de quem estiver no poder, mais
brandas ou mais intensas, dependendo do viés ideológico do partido que
ocupar o Palácio do Planalto..
O outro fator que favorece a especulação é que, mesmo com resultados
ruins e sofríveis, os preços das ações da Petrobras não refletem o
potencial da companhia para aos próximos anos. A dívida é alta, mas do
outro lado há patrimônio valioso. A companhia poderia equacionar essa
dívida com rapidez e acelerar investimentos mais promissores,
especialmente os do pré-sal, se usasse algum desses ativos para
reduzir substancialmente o endividamento.
Reajustes nos preços da gasolina, do diesel e do GLP reforçariam o
fluxo de caixa da Petrobras, mas essa questão da dívida vem pesando
mais.
Por isso, a Petrobras se tornou um prato cheio para os movimentos
especulativos. Coitados dos investidores que apostaram nas ações da
empresa anos atrás e ficam acompanhando, atônitos, essa gangorra na
bolsa
Comentários
Postar um comentário