Japão: quartas impressões

Japão: quartas impressões

POR GEORGE VIDOR
Agora estou em Kioto, depois de passr por Hamamatsu - cidade que concentra o maior número de brasileiros dekasseguis - e Toyota, onde visitei uma das fábricas da empresa autombilistica que leva o nome da cidade e da família que a fundou. Como vcs jah perceberam, apanhei terrivelmente dos teclados japoneses. Neste texto , por exemplo, não conseguia de jeito algum encontrar a forma de fechar parenteses. De volta ao Brasil fiz as correções ortográficas prometidas de lá aos leitores. Na minha coluna de segunda-feira, dia 16 de fevereiro, vcs encontraram um relato sobre a economia japonesa, que é a segunda maior do mundo, e representa cerca de 50% do PIB americano. Em 1950, a renda média japonesa equivalia a dos chilenos e uruguaios, e não passava de um décimo da renda média americana. No início dos anos 60 já havia chegado a um terço da renda americana e no fim da decada de 80 os japoneses passaram a ter uma renda média maior que a dos habitantes dos Estados Unidos. O Japão é um país que praticamente só tem classe média, embora exista uma faixa de consumidores muito sofisticados, que podem comprar carros ultraconfortáveis - daqueles que quase andam sozinhos; o uso do GPS aqui está se transformando em rotina, pois as ruas não têm nome e para achar os enderecos é preciso primeiro identificar o bairro e a quadra. Em seguida, procurar a numeração, em uma seqüência extremamente difícil para quem não está acostumado. No dia 11 de fevereiro foi feriado aqui e meu novo amigo Osvaldo, que está há três anos no Japao, representando a Petrobras, me ciceroneou pelas áreas mais importantes de Toquio. Fomos primeiro ao Ginza, onde estão os grandes magazines, e a Asakusa, o bairro onde fica o templo budista mais visitado do Japao (Senso-ji). Lá há tambem uma grande área comercial. Depois pegamos o metrô e seguimos para Ueno, que,além de famoso parque, possui um comércio mais popular, tipo rua da Alfândega, no Rio. Só que ali é possivel comprar bolsas Louis Vuiton legítimas - os japoneses trocam muitos presentes entre si, e quando recebem um que já têm costumam revendê-los para essas lojas, que por sua vez as oferecem no mercado a preços um pouco mais atrativos - tem de tudo, até colares de pérolas. Em Ueno há também uma espécie de feira livre diária, onde se vende alimentos - os preços não chegam a ser tão mais baixos que os dos supermercados ou os das lojas de departamento. De Ueno fomos para Akihabara, o bairro do comércio de produtos eletrônicos. São centenas, acho que até milhares de lojas, com produtos, ferramentas, acessórios. Mas os preços para nós são inacessíveis.

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