Maldição dos banqueiros
Maldição dos banqueiros
Banqueiros podem ser respeitados, mas nunca amados pelos demais agentes econômicos. Isso desde priscas eras. Embora sejam apenas intermediários, tal qual os comerciantes, por exemplo, o fato de terem como mercadoria principal o dinheiro desperta alguma ojeriza entre as pessoas, que precisam de alguma justificativa moral para a realização de lucros (produção de algum bem, prestação de algum serviço etc). Assim, quando em crise, os banqueiros quase nunca podem contar com a solidariedade dos diversos segmentos da sociedade.
No entanto, essa rejeição tem contra si uma terrível maldição. Banqueiros gerenciam fundalmentalmente rcursos terceiros. Seus recursos próprios (capital e reservas) constituem apenas uma pequena parte dos valroes que administram. Dessa forma, quando quebram, arrastam multidões e podem até provocar um efeito dominó, enquanto a bancarrota de uma empresa comercial, por exemplo, pode ter seu impacto limitado ou circunscrito a um determinado número de clientes, fornecedores, empregados.
Daí, goste-se ou não, o empenho das autoridades econômicos e monetárias nos Estados Unidos em tentar estancar a atual crise de confiança que abala o sistema financeiro americano. Financiamentos emergenciais, inetrvenções, compra temporária de títulos privados, as autoridades têm tentado qualquer coisa para que a maldição não se materialize. É uma luta diária contra o tempo, pois é preciso deixar ele passar até que as coisas amainem.
Mas curiosa tem sido a reação do mercado brasileiro. A economia brasileira é possivelmente uma das mais afastadas dessas crise. Os bancos e instituições americanos que andam na alça de mira lá fora não têm posições relevantes dentro do nosso país. As empresas cujas ações são as principais da Bovespa não têm seus lucros ameaçados, e podem atém se safar dessa confusão sem arranhões. Porém, é no mercado de ações brasileiro que têm se registrado as maiores baixas. Será que é porque haviam subido demais?
O que ficou evidente em toda essa história é que o nosso mercado de capitais é muito frágil diante de movimentos especulativos. Essa fragilidade já estava clara quando a tendência era de alta (e ninguém reclamava porque todos estavam ganhando). Agora com a curva invertida para baixo, sente-se na pele e no bolso como é ruim ter um mercado tamanha debilidade. É pena porque muitos investidores indivoduais estavam sendo atraídos para a compra de ações, uma das grandes alavancas para o desenvolvimento de uma economia.
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