Meio atrasadas
Meio atrasadas
Coluna veiculada em 8/10/2013 na edição vespertina digital de O Globo a Mais, voltada para assinantes que o leem em Ipads:
Aparentemente é uma contradição, a Petrobras ter seu conceito de
crédito rebaixado, por uma importante agência classificadora de risco
(Moody's), em momento que começa a receber mais plataformas de
produção. A P-55, por exemplo, saiu do estaleiro em Rio Grande e já
está a caminho do módulo III do campo gigante de Roncador, na Bacia de
Campos. A ancoragem, a interligação com os poços já abertos e os
testes de operação consumirão mais algumas semanas, mas a previsão da
companhia é que até 31 de dezembro a P-55 já esteja produzindo
rotineiramente.
A estimativa, que O GLOBO divulgou recentemente, é que a produção da
Petrobras em território nacional aumentará em 200 mil barris diários
até o fim do ano que vem. Considerando-se que muitos dos campos em
funcionamento há vários anos estão com a produção em declínio, as
novas plataformas vão produzir mais 400 mil barris diários de óleo em
2014,, mas metade disso irá substituir a queda natural da vazão dos
atuais reservatórios.
É com base nesse incremento de produção que a Petrobras previu em seu
plano de negócios maior participação, nos seus futuros investimentos
de recursos, de recursos que a própria empresa gera. Se tal hipótese
for realista, a companhia não recorrerá mais a tanto endividamento
para bancar seus investimentos.
Ao que parece, a Moody's não levou em conta essa hipótese em sua
decisão de rebaixar o conceito de crédito da Petrobras.
Isso não seria problema se as cotações das ações da Petrobras não
estivessem tão depreciadas na bolsa. A estatal teve resultados
frustrantes, até mesmo decepcionantes, em seguidos exercícios, e,
assim, teve sua credibilidade arranhada no mercado de ações. No
entanto, durante tal período não teve seu conceito de crédito
rebaixado pelas agências internacionais de classificação de risco. O
rebaixamento veio exatamente quando há uma perspectiva de melhora
razoável nos números da companhia.
O mercado de ações tem esse dilema em seu cotidiano. Aos riscos que
envolvem os negócios devem ser acrescidos outros, imponderáveis.
crédito rebaixado, por uma importante agência classificadora de risco
(Moody's), em momento que começa a receber mais plataformas de
produção. A P-55, por exemplo, saiu do estaleiro em Rio Grande e já
está a caminho do módulo III do campo gigante de Roncador, na Bacia de
Campos. A ancoragem, a interligação com os poços já abertos e os
testes de operação consumirão mais algumas semanas, mas a previsão da
companhia é que até 31 de dezembro a P-55 já esteja produzindo
rotineiramente.
A estimativa, que O GLOBO divulgou recentemente, é que a produção da
Petrobras em território nacional aumentará em 200 mil barris diários
até o fim do ano que vem. Considerando-se que muitos dos campos em
funcionamento há vários anos estão com a produção em declínio, as
novas plataformas vão produzir mais 400 mil barris diários de óleo em
2014,, mas metade disso irá substituir a queda natural da vazão dos
atuais reservatórios.
É com base nesse incremento de produção que a Petrobras previu em seu
plano de negócios maior participação, nos seus futuros investimentos
de recursos, de recursos que a própria empresa gera. Se tal hipótese
for realista, a companhia não recorrerá mais a tanto endividamento
para bancar seus investimentos.
Ao que parece, a Moody's não levou em conta essa hipótese em sua
decisão de rebaixar o conceito de crédito da Petrobras.
Isso não seria problema se as cotações das ações da Petrobras não
estivessem tão depreciadas na bolsa. A estatal teve resultados
frustrantes, até mesmo decepcionantes, em seguidos exercícios, e,
assim, teve sua credibilidade arranhada no mercado de ações. No
entanto, durante tal período não teve seu conceito de crédito
rebaixado pelas agências internacionais de classificação de risco. O
rebaixamento veio exatamente quando há uma perspectiva de melhora
razoável nos números da companhia.
O mercado de ações tem esse dilema em seu cotidiano. Aos riscos que
envolvem os negócios devem ser acrescidos outros, imponderáveis.
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