Pacote reflete complexo de inferioridade

Pacote reflete complexo de inferioridade

POR GEORGE VIDOR
As estatísticas anêmicas sobre o crescimento da economia brasileira devem ter causado um complexo de inferioridade no governo. Essa talvez seja a única justificativa para o alarde feito nesta segunda-feira dia 22/1 com o anúncio do que seria um conjunto de medidas para o país passar a crescer 5% ao ano, em vez dos números atuais, que andam abaixo de 3%.
Do pacote consta uma série de iniciativas que começaram a ser adotadas pelo governo no último trimestre do ano passado, inclusive as mais importante nas áreas do Ministério dos Transportes e do Ministério das Cidades. A desoneração de investimentos, tímida, também viria independentemente do pacote. E o que governo fez  foi restabelecer prazos que tinham sido encurtados exageradamente  
De novo, efetivamente, há a melhora nas condições de financiamento na construção de hidrelétricas, e o compromisso de que obras importantes (dragagem de portos, recuperação de rodovias, liberação de recursos para habitação popular, urbanização de favelas e conclusão de metrôs de superfície em algums cidades) não terão suas verbas contingenciadas na execução do orçamento deste ano.
Na infra-estrutura, outra iniciativa importante foi a de o governo abrir mão de parte dos pagamentos relativos a arredamento das ferrovias para que as concessionárias façam investimentos (caso do tramo norte do Ferroanel de São Paulo e de alguns contornos de cidades).
O lado bom da história é que a economia brasileira vai crescer este ano 4% ou mais - o que será fundamentalmente uma conseqüência da redução das taxas de juros. O lado ruim é que o governo vai achar que esse crescimento decorreu do seu programa de aceleração e continuará sem atacar problemas estruturais importantes que impedem  o país de crescer de maneira sustentada.

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