Presente para a cidade do Rio
Presente para a cidade do Rio
Coluna veiculada em 29/4/2014 na revista digital vespertina O Globo a Mais, endereçada a assinantes que a leem em tablets e smartphones:
O prefeito Eduardo Paes espera entregar, até 1 de março de 2015, a
área livre que se estenderá da Praça XV à Praça Mauá, resultante da
derrubada do viaduto da Perimetral. Se o prefeito conseguir cumprir a
promessa, será um grande presente que a cidade de São Sebastião do Rio
de Janeiro receberá no seus 450 anos. Foi nessa região, com a chagada
da corte portuguesa, que o Brasil começou a deixar de ser uma colônia
para virar uma nação. De 1808 a 1821, o Rio foi a sede do que restara
do império marítimo português e toda a movimentação política do
governo girava em torno do que hoje é a Praça XV.
A retirada do viaduto reconstituirá a visão da Baía de Guanabara que
se tem naquela região. Muitos prédios históricos serão revalorizados,
a começar pelo Museu Histórico Nacional, um dos raros exemplos de
palácio-fortaleza, que marca a transição da fase dos "castelos"
protegidos por muralhas, como os da Idade Média, para construções mais
modernas, porém fortificadas. Uma das pontas do viaduto ficava junto
ao Museu, o que "matava" a sua fachada. A Ilha Fiscal voltará a se
sobressair (não só para os que chegam de avião ao aeroporto Santos
Dumont ou parte da estação das barcas), do mesmo modo que o Tribunal
Marítimo, os edifícios em estilo art decô , como o do extinto Lloyd
Brasileiro, o conjunto histórico centenário entre a Rua Primeiro de
Março e a Rua do Mercado. A alfândega que hoje abriga a Casa
França-Brasil, além das igrejas restauradas, do Mosteiro de São Bento,
dos novos museus na Praça Mauá, e por ai vai.
Toda essa área ainda está uma confusão só, como desmonte do viaduto e
a preparação do emboque do futuro túnel da Via Expressa da zona
portuária, aproveitando o atual mergulhão, temporariamente desativado.
Tomara que haja tempo para se concluir a obra até os 450 anos da
cidade.
área livre que se estenderá da Praça XV à Praça Mauá, resultante da
derrubada do viaduto da Perimetral. Se o prefeito conseguir cumprir a
promessa, será um grande presente que a cidade de São Sebastião do Rio
de Janeiro receberá no seus 450 anos. Foi nessa região, com a chagada
da corte portuguesa, que o Brasil começou a deixar de ser uma colônia
para virar uma nação. De 1808 a 1821, o Rio foi a sede do que restara
do império marítimo português e toda a movimentação política do
governo girava em torno do que hoje é a Praça XV.
A retirada do viaduto reconstituirá a visão da Baía de Guanabara que
se tem naquela região. Muitos prédios históricos serão revalorizados,
a começar pelo Museu Histórico Nacional, um dos raros exemplos de
palácio-fortaleza, que marca a transição da fase dos "castelos"
protegidos por muralhas, como os da Idade Média, para construções mais
modernas, porém fortificadas. Uma das pontas do viaduto ficava junto
ao Museu, o que "matava" a sua fachada. A Ilha Fiscal voltará a se
sobressair (não só para os que chegam de avião ao aeroporto Santos
Dumont ou parte da estação das barcas), do mesmo modo que o Tribunal
Marítimo, os edifícios em estilo art decô , como o do extinto Lloyd
Brasileiro, o conjunto histórico centenário entre a Rua Primeiro de
Março e a Rua do Mercado. A alfândega que hoje abriga a Casa
França-Brasil, além das igrejas restauradas, do Mosteiro de São Bento,
dos novos museus na Praça Mauá, e por ai vai.
Toda essa área ainda está uma confusão só, como desmonte do viaduto e
a preparação do emboque do futuro túnel da Via Expressa da zona
portuária, aproveitando o atual mergulhão, temporariamente desativado.
Tomara que haja tempo para se concluir a obra até os 450 anos da
cidade.
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