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Tiradentes
Tiradentes
Não visitava a cidade natal de nosso próto-mártir há 23 anos. Foi então uma agradável surpresa reencontrá-la com suas igrejas e casarios recuperados. A fiação agora é subterrânea no centro histórico e a rede de água e esgoto está instalada de modo a não comprometer os prédios coloniais. À Rua Direita, a principal do centro histórico, vivem apenas três famílias. Tudo mais está ocupado por estabelecimento comerciais de qualidade (lojas, restaurantes, bares, pousadas), ateliês e um centro cultural de alto nível. O que não falta é pousada em Tiradentes. São mais de 120. A mais famosa é o Solar da Ponte, bem próxima à praça principal. A mais cara (e mais luxuosa) é a recém inaugurada Pousada dos Inconfidentes, localizada a três quilômetros da cidade. A Pequena Tiradentes também é bem nova e agradável, reproduzindo a arquitetura colonial da cidade. Mas no meu levantamento superficial concluí que o melhor custo benefício está na Xica da Silva, pousada que fica às portas da cidade. A Brisa da Serra tem atraído colunáveis e de fato tem uma ótima vista para a Serra de São José. Entretanto, para quem não tem o hábito de subir ladeiras, não é a mais recomendável, pois fica no ponto mais alto da cidade (e andar de carro por lá não é fácil, por causa do calçamento de pedras). Tiradentes tem restaurantes excelentes. Se for lá, nào deixe de jantar no Tragaluz (a sobremesa com goiabada cascão é imperdível). Para o almoço: as sugestões são o Estalagem (e o prato Mané sem jaleco), o simples e simpático Uai (cuja especialidade é a galinha ensopada com orapronobis) junto ao chafariz, o Atrás da Matriz (ouvi falar maravilhas do bacalhau que eles fazem, mas não tive tempo para provar). Há vários outros recomendados, não necessariamente especializados em comida mineira. Móveis, objetos de decoração, artesanato continuam sendo o forte do comércio local, a preços atrativos. Vc pode visitar as localidades vizinhas (Bichinho, Prados, Rezende Costa) na esperança de comprar tuodo isso mais barato. Mas não se iluda: os comerciantes andam na sua frente e raspam o tacho antes da sua chegada. De qualquer forma, pelo menos uma visita a Bichinho é válida, pois fica a apenas seis quilômetros de Tiradentes por uma boa estrada de terra. Lá fica a já internacionalmente famosa Oficina de Agosto. Entre as lojas de móveis e objetos de decoração não deixe de consultar a Vanilce, que também é dona da Pousada Pequena Tiradentes. Trata-se de uma empreendedora tiradentina que prima pela qualidade do que vende. E é uma tremenda negociante. Outras dicas: visitar a Burza (fábrica de facas artesanais belíssima, indicadas para colecionadores; tais facas são feitas por uma família descendente de cossacos, que vivia m São Francisco de Paula, na serra gaúcha, e há poucos anos mudou para Tiradentes), atrás do histórico chafariz; comprar o doce de leite light do Bolota, no bairro Cascalho (acesso por uma ladeira atrás da rodoviária; aliás, de lá vc terá a melhor vista de Tiradentes), a loja de roupas Pegadas, o ateliê do Oscar Araripe, a ricota e o requeijão da Casa do Queijo, os quiches do bistrô que fica no fundo de um antiquário na Rua Direita, e muitas outras coisas que o visitante acaba descobrindo por si mesmo.
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