O Açu entrando no (a) Prumo

O Açu entrando no (a) Prumo

POR GEORGE VIDOR
Coluna veiculada na edição de 22/4/2014 da revista vespertina digital O Globo a Mais, dirigida a assinantes que a leem em tablets e smartphones: O Açu já está se recuperando da trombada sofrida como um todo pelo grupo de Eike Batista. O empresário deixou de ser controlador do empreendimento (embora mantenha uma participação de 21% no capital total), transferindo a maior parte das suas ações para o fundo americano EIG, cujas aplicações são geralmente direcionadas para os segmentos de energia. É a primeira vez que o fundo se torna sócio majoritário nos investimentos em que está presente. Por isso, decidiu concluir até dezembro de 2015 os investimentos previstos para o complexo logístico-portuário. Falta concluir lá a dragagem para deixar os dois terminais (o TX1, que avança três quilômetros pelo mar, e o TX2, um canal artificial, em L, já no interior do continente) com os calados necessários para passagem e atracação de vários tipos de embarcações. O TX1 está praticamente pronto para receber o minério de ferro que será exportado pela companhia Anglo American, e que chegará ao Açu por meio de um mineroduto de mais de 500 quilômetros. A Anglo ainda precisa concluir obras na mina (no município mineiro de Conceição do Mato Dentro) para iniciar a operação de embarque . Para proteger o píer onde atracarão grandes navios de minério foi planejado um quebra-mar com pedras e peças de concreto. Mas o projeto evoluiu e esse quebra-mar agora foi transformado em um novo píer de atracação para petroleiros, pois o Açu espera ser um local de transbordo de óleo cru para exportação ou tratamento (eliminação de areia, água e outras impurezas que vêm misturadas ao petróleo, no processo de extração). Isso só foi possível porque, no lugar das pedras estão sendo assentadas enormes caixas de concreto, preenchidas com a areia da dragagem (vejam no site da Prumo Logística as fotos que mostram a obra). Então o TX1 será um terminal portuário capaz de embarcar minérios e movimentar petróleo. O TX2 será usado basicamente pelas empresas que estão se instalando no complexo e que precisam de uma saída para o mar. As que já estão lá produzem equipamentos para a indústria de petróleo. A que chegou mais recentemente é a companhia americana Edison Chouest, da Louisiana. empresa que começou com barcos pesqueiros e hoje é a que tem a maior frota de embarcações de apoio a plataformas de petróleo no mundo. O Açu fica mais próximo dos campos produtores da Bacia de Campos do que Macaé. À frente da ex-LLX, agora Prumo, está Eduardo Parente, que foi presidente da ferrovia MRS. Parente agora torce para que saia do papel a ferrovia que ligará o Rio a Vitória, usando o leito da antiga FCA. É um investimento de R$ 4 bilhões, quase todo em terreno plano. Um ramal de 40 quilômetros poderá ligar essa futura ferrovia ao Açu

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